Comendador José Rondão Almeida
J.A. – O turismo e o sector primário são valorizados nessa autarquia?
P.C.- Sem dúvida. O turismo é um dos principais motores económicos do concelho de Elvas, sobretudo após a classificação da cidade como Património Mundial da UNESCO. Temos investido fortemente na valorização do património, na promoção turística e na criação de condições para receber visitantes durante todo o ano. Paralelamente, o sector primário continua a ser fundamental para a nossa economia, particularmente a agricultura e a pecuária, que representam uma importante fonte de rendimento para muitas famílias do concelho.
J.A. – Cada dia que passa, a violência doméstica tem-se tornado um autêntico flagelo. Quais as medidas que poderão ser tomadas para que o mesmo seja atenuado?
P.C.- A violência doméstica é uma realidade preocupante que exige uma resposta firme e articulada entre várias entidades. A prevenção passa pela educação, pela sensibilização e pelo reforço dos mecanismos de proteção às vítimas.
J.A. – Esta situação está a tornar-se quase um hábito, inclusive nos jovens em situação de namoro. Qual a vossa opinião?
P.C.- É uma situação que nos deve preocupar seriamente. A violência no namoro é um sinal de que ainda existem comportamentos e mentalidades que precisam de ser combatidos desde cedo.
J.A. – Que recursos financeiros necessitam as populações mais enfraquecidas?
P.C.- As famílias mais vulneráveis necessitam, acima de tudo, de estabilidade económica, acesso à A habitação é um dos grandes desafios da atualidade. Em Elvas temos vindo a investir fortemente nesta área através da Estratégia Local de Habitação, tendo adquirido e recuperado dezenas de habitações no Centro Histórico e nas freguesias do concelho, no âmbito do 1º Direito, e investimos também no programa de Arrendamento Apoiado.
Atualmente, está em fase de conclusão o projeto de construção de 60 novos fogos, para famílias e jovens da denominada classe média, que não consegue fazer face às rendas praticadas atualmente. É uma forma de contribuirmos também para a fixação de casais e jovens no nosso concelho. Um investimento de mais de 30 milhões de euros no global.
J.A. – Os preços dos bens alimentares e outros estão cada vez mais altos. Que medidas acha que o Governo deve tomar?
P.C.- É importante adotar medidas que aliviem a carga fiscal sobre os bens essenciais, incentivem a produção nacional e promovam maior fiscalização dos mercados.
J.A. – Como pensa atuar para minimizar situações relacionadas com intempéries e incêndios?
P.C.- A prevenção é fundamental. O Município realiza trabalhos de limpeza, manutenção de caminhos rurais e gestão de combustível, em articulação com a Proteção Civil, e mantemo-nos a par das questões ou situações que possam surgir, sempre com o objetivo de mitigar qualquer impacto que um acontecimento deste género possa ter no nosso Território.
J.A. – Que problemas mais prementes necessitam de intervenção rápida nessa autarquia?
P.C.- A habitação, a saúde, a fixação de população e a melhoria das infraestruturas continuam a ser prioridades.
J.A. – Como está a situação financeira da autarquia neste mandato?
P.C.- A situação financeira do Município de Elvas é estável e equilibrada, permitindo continuar a investir no desenvolvimento do concelho.
J.A. – Qual o apoio que a Câmara Municipal presta às Juntas de Freguesia?
P.C.- Mantemos uma relação de proximidade e cooperação permanente, prestando apoio financeiro, técnico e logístico.
J.A. – Que mensagem quer transmitir à população?
P.C.- Continuaremos empenhados em construir um concelho mais moderno, mais dinâmico e com melhores condições para viver, trabalhar e investir.
J.A. – O Jornal das Autarquias existe desde 2007. Quer deixar-nos a sua opinião?
P.C.- O Jornal das Autarquias desempenha um papel importante na divulgação do trabalho realizado pelos municípios portugueses e na valorização do poder local.